Se tratando de um blog de contos de personagens do meu Inventário,eu mesma disse que qualquer escrito meu,não teria qualquer ligação com meus atos,mas sim com meus pensamentos,sentimentos e até invenções no cotidiano inspiradas no que vejo,ouço,sinto,absorvo,enraízo.
Hoje será diferente,resolvi falar de mim em uma pequeno e modesto texto,porque me deu vontade e como o blog é meu,tenho livre arbítrio (UFA!PELO MENOS AQUI!) pra escrever o que me der na telha.
Eu me sinto tão criança em algumas horas que me orgulho de ainda pensar como uma,mas não em aspectos imaturos,ou egoístas,me sinto criança por ficar feliz ao ver as borboletas coloridas no quintal da minha tia,por ver minha família junta em um feriado,por ouvir aquela música tão linda e me imaginar em um clipe,por estreiar uma xícara nova com aquele chocolate em pó bem doce,que só eu pra fazer como gosto,em ver o sol e já amanhecer sorrindo.
Me sinto míuda perante aqueles que ocultam essas pequenas coisas,que infelizmente nem mais as crianças aprendem a cultivar,me sinto pequena quando vejo que a ganância nos faz enxergar só aquilo que o dinheiro possa comprar e a saudade nem existe,e o amor nasce em segundos e morre em segundos.Não me encontro nessa intensidade banal,apesar de ser extrema, não consigo desgostar em questão de um estalar de dedos,de confiar em um dia,de cair bêbada como se a sobriedade fosse careta e se for que se foda,serei uma, gostem ou não.Não bebo,não fumo nem me drogo,meus vícios não ocultam tristezas nem depressões,eles só alimentam minha alma cada vez mais com aquilo que me dá tesão, me faz bem.
E aqui estou em casa em plena madrugada,o leite já mornou,a nova e primeira tatuagem arde bem de leve,a cólica incomoda,mas não tanto, e a bagunça no quarto indica que o feriado prolongado foi bem aproveitado,da minha maneira e não haveria de ser melhor. Amando o simples para que ele se finque cada vez mais em mim,criando raízes indestrutíveis.
Boa madrugada,ótima Páscoa.
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